O Quarteto

Trajetória

 

O MAOGANI surgiu em 1995 a partir do encontro de quatro alunos do curso de Violão da Escola de Música da UFRJ – Carlos Chaves, Marcos Alves, Paulo Aragão e Sergio Valdeos – que buscavam aliar a bagagem obtida no estudo do violão clássico à paixão pela música popular. Essa característica, aliada aos arranjos que se tornariam a marca registrada do conjunto, viria a se tornar o traço marcante da sonoridade do MAOGANI, chamando a atenção de importantes nomes da nossa música popular.

 

 

 

Em 1997 veio a gravação do primeiro disco, “Maogani”, contando com as participações especiais de Guinga, Leila Pinheiro, Zé Nogueira, Jane Duboc, Célia Vaz, Celsinho Silva e Pedro Aragão. O disco foi indicado ao 11o Prêmio Sharp de Música.

A boa repercussão do trabalho impulsionou o conjunto a uma série de shows e à confecção de novos arranjos, registrados no segundo disco, “Cordas Cruzadas”, de 2001, com Marcus Tardelli no lugar de Sergio Valdeos e com participações especiais de Joyce, Ed Motta, Guinga, Mônica Salmaso, Cristiano Alves e Alexandre Maionese. Este álbum, eleito “Disco do Ano” pelo Jornal do Brasil, ganhou o 1o Prêmio Caras de Música e foi indicado para o Prêmio Rival BR. Seguiram-se gravações e shows por todo o Brasil ao lado de figuras como Miúcha, Zezé Gonzaga, Olivia Hime, Ed Motta, Lenine e outros.

O terceiro disco, “Água de Beber”, foi lançado em 2004, mesmo ano em que o MAOGANI partiu em sua primeira turnê européia, apresentando-se na Itália, Holanda, Hungria, Polônia e Alemanha, onde participou do Festival Open String, na cidade de Osnabrück, ao lado do Duo Assad. Com esse disco, o quarteto abocanhou os prêmios Rival BR (2004) e Tim (2005). Ainda em 2004 o MAOGANI foi uma das atrações do Tim Festival e atuou como solista da Orquestra Petrobras Pró-Música, ao lado de Wagner Tiso, em concerto na Sala Cecília Meireles (RJ).

Em 2005 Maurício Marques substituiu Marcus Tardelli no quarteto, e o MAOGANI participou do “Projeto Pixinguinha”, excursionando pelo Nordeste ao lado da cantora Miúcha. Neste mesmo ano teve início uma bem-sucedida parceria com os cantores Monica Salmaso e Renato Braz, que resultou em diversos shows pelo Brasil. Em seguida o grupo voltou à Europa, apresentando-se na Holanda, Itália e Alemanha. No ano seguinte o MAOGANI tocou no Hollywood Bowl, nos Estados Unidos, ao lado de Sergio Mendes, que convidou o grupo para participar de seu CD “Timeless”. Também em 2006 o quarteto tocou na 1a Semana de la Guitarra, na Colômbia, com shows em Bogotá, Cali, Medellín e Barranquilla. Em 2007, além de numerosos shows pelo Brasil, o MAOGANI representou o Brasil em concertos na África do Sul e Moçambique.

Destaca-se ainda a presença do MAOGANI em projetos como Violões do Brasil, Joinville Jazz Festival, Circular Brasil, Festival Internacional de Violão de Guarantinguetá, Festival de Música de Tatuí, entre muitos outros.

Em 2008 o MAOGANI lança seu quarto álbum, “Impressão de Choro”, inteiramente dedicado ao repertório do choro, com participações especiais de Nailor “Proveta” Azevedo e Pedro Amorim. Também em 2008 seguiram-se turnês pela América Latina (Equador, Colômbia e Peru) e Oriente Médio (Israel e Palestina).

Em 2013, com o retorno de Sergio Valdeos, o grupo recupera sua formação original.

 

 

 

 

 

Repertório

 

O repertório do MAOGANI tem na música popular brasileira seu enfoque mais constante e profundo. A abordagem é a mais variada possível: as músicas mais conhecidas e os clássicos da música popular convivem perfeitamente com músicas menos conhecidas e inéditas, assim como a tradição convive perfeitamente com a atualidade. Sempre com espaço para a produção autoral dos integrantes do grupo.

Em seu primeiro disco, Maogani (1997), o quarteto selecionou um repertório que incluía clássicos da música instrumental (Gismonti, Camargo Mariano, Baden, Garoto Guinga), produção recente e inédita (Adnet, Marco Pereira, Ian Guest), além de incursões no repertório popular latino-americano (argentino e peruano).

O segundo álbum, Cordas Cruzadas (2001), também trazia várias inéditas (Joyce, Ed Motta, Guinga e Aldir Blanc, Hermeto Pascoal, Itiberê Zwarg) em meio a sambas (Baden Powell), choros (Paulinho da Viola, Leandro Braga) e clássicos da música brasileira (Francis Hime e João Donato). Pela primeira vez o grupo gravou uma composição de um de seus integrantes: “Choro de Bela”, de Carlos Chaves.

Já em “Água de beber” (2004), o quarteto mergulhou na obra de Tom Jobim e de seus mestres, gravando novos arranjos para clássicos de Jobim e de Ary Barroso, Custódio Mesquita, Radamés Gnattali, Villa-Lobos, Pixinguinha etc.

O mais recente trabalho do grupo, “Impressão de choro” (2008), traz um panorama do gênero instrumental mais importante da música brasileira. Mais uma vez o quarteto relê clássicos (Jacob do Bandolim), traz à tona choros menos conhecidos de compositores fundamentais (Callado, Nazareth, Gnattali, Villa-Lobos, Garoto), apresenta a produção mais atual dos compositores contemporâneos (Mauricio Carrilho, Leandro Braga, Hermeto Pascoal, Sergio Assad) e mostra o repertório autoral de dois de seus integrantes (Marcos Alves e Mauricio Marques).

Destaca-se também a freqüente presença do quarteto como acompanhador, propiciando novas cores aos compositores mais importantes do cancioneiro nacional: Caymmi, Jobim, Chico Buarque, Francis Hime, Edu Lobo, Guinga, Aldir Blanc, Baden Powell, Paulo César Pinheiro, entre muitos outros.

Arranjos

 

Quase sempre criados pelos próprios integrantes do quarteto, os arranjos buscam explorar ao máximo as inúmeras possibilidades de timbres e tessituras da formação de quatro violões, fazendo com que a sonoridade “MAOGANI” seja já reconhecida como uma característica particular do grupo não apenas em relação a outros grupos de violões, mas dentro da música popular brasileira em geral.

No MAOGANI, a sonoridade dos quatro violões pode evocar uma tessitura pianística, pode aludir ao camerismo de um quarteto de cordas, pode trazer o pensamento da escrita orquestral, pode soar percussivamente ou pode simplesmente fazer soar os ritmos e as levadas mais ricas do violão brasileiro.

A utilização de violões de 6, 7 e 8 cordas e do violão requinto (um instrumento com afinação mais aguda que o violão normal) possibilita a expansão da paleta de texturas disponível, acentuando o caráter camerístico (seja no sentido clássico ou popular do termo) do grupo. No MAOGANI não há solistas: todos se alternam em todas as funções. 

EK

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